Nascimento da Giulia

Por Mariana Morini | fotos Lela Beltrão
Esse relato faz parte do livro “Parto Humanizado, uma visão artística sobre o poder do feminino”

Meu parto em casa foi transformador.

Ali morreu uma Mariana e renasceu uma nova mulher. Ali renasceu um pai, renasceu um irmão e nasceu Giulia. Uma família inteira transformada pelo amor. Todo parto deveria ser assim – inundado de respeito e amor e com os desejos da mulher sempre em primeiro plano.

Meu primeiro filho, Pietro, nasceu de um parto vaginal, em um hospital, com algumas intervenções. Intervenções que suportei, aceitei e calei. Mas a separação entre meu filho e eu, logo depois de ter chegado ao mundo, eu jamais aceitei. Doeu demais não poder ter ficado com ele em meus braços por mais tempo, admirando e conhecendo aquele serzinho tão meu. Calei-me mais uma vez e chorei. Esperei pelo nosso próximo momento. Ferida fechada, cicatriz para sempre aqui.

Engravidei do segundo filho, Giulia. E dessa vez não me calaria, não aceitaria, não abaixaria a cabeça.

Informada e empoderada, fui para a luta e pari lindamente no aconchego do meu lar, ao lado das pessoas que mais amo nessa vida. Matei muitos fantasmas naquele momento. Morri e renasci, Morremos e renascemos.

PERSEVERANÇA, Fé E CORAGEM

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